O crescimento das PME e o cumprimento das normas laborais

Vivemos num momento paradoxal, em que as Pequenas e médias empresas portuguesas, como qualquer outra, querem ter como objetivo resultados quantitativos e qualitativos que desejam alcançar para cumprir a sua missão, ou seja, atingir um certo valor de lucro através das suas atividades, ao mesmo tempo que prestam um serviço com rigor e qualidade de forma a ter alguma competitividade no mercado, Tudo isto dentro de determinado prazo e conforme o cenário em que o negócio esteja inserido.

Ora, o paradoxo surge, quando estas mesmas empresas de menor dimensão querem atingir os ditos resultados qualitativos e quantitativos, desrespeitando e atropelando, por vezes de maneira grosseira e ilegal, normas e costumes laborais tais como a falta de segurança para o trabalhador devido a falta de vínculos contratuais entre patrão e empregado; a precariedade ou mesmo  a inexistência de remuneração, horários extra não recompensados, atribuição de funções  assim como a formação e acompanhamento zero.

Temos observado nos dias que correm, inúmeras empresas que chegam ao consultor legal ou financeiro procurando progresso e crescimento empresarial, que se traduzem na Rentabilidade, participação de mercado, produtividade e qualidade de serviço das mesmas, mas simplesmente não se encontram dispostas a investir na sua massa laboral.

Consequentemente a esta falta de “investimento”, naquilo que é considerada a “empresa” (os seus funcionários), advêm as baixas de rendimento, produtividade, e, por conseguinte, a falta de crescimento da empresa, onde os seus proprietários e/ou sócios queixam-se de um abrandamento ou resultados negativos de produção e principalmente do progresso da empresa.

Muitas vezes, sem uma análise interna mais detalhada, os empresários tendem a investir erroneamente, de forma a suprir o problema da falta de progresso da empresa, em bens de capital, que sendo empregues pelos funcionários insatisfeitos não terão o mesmo grau de aproveitamento e rendimento esperado.

É assim, facto constatado, que o crescimento das P.M.E está profunda e inerentemente emparelhado ao cumprimento e respeito pelas normas e princípios laborais , explanados no código do trabalho Português e em legislação avulsa, que transmitam segurança e dignidade ao funcionário, e que, por sua vez, irão trazer ao local de trabalho mais emprenho, dedicação e aspiração, aliados a intenção e um propósito comum, conservar e aumentar o progresso e crescimento que as Empresas portuguesas clamam.

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