As valências e os desafios do investimento conjunto em Moçambique

Não é de todo arriscado considerar que Moçambique seja um dos países do momento. O investimento que se prevê na indústria do gás, de pouco mais 50 biliões de dólares, nos próximos anos e que não é indiferente a economia planetária, aguça essa crença. Há quem considere a previsão de investimento um indício de uma verdadeira bonança, capaz de catapultar Moçambique para lugares cimeiros da economia e do desenvolvimento planetário.

 

O investimento pode fazer com que Moçambique seja um verdadeiro ponto de encontro de culturas, saberes, negócios, etc. A sua materialização pode significar a emergência de inúmeras oportunidades e representar, também, um enorme desafio para os tecidos económicos, sociais e político, sobretudo quando temos em mente que Moçambique deseja uma economia  diversificada. Importa lembrar que o país tem na agricultura o seu ideal motor de desenvolvimento, traduzido, inclusive, na sua constituição, que a cataloga base do desenvolvimento.

 

Não deixa de ser interessante notar que apesar da consagração constitucional dessa “utopia”, há algumas correntes cépticas, que creem que o actual estágio da agricultura moçambicana esteja longe de corresponder a esse desígnio político-constitucional, todavia o esforço, colectivo, é permanente.

 

No campo das oportunidades, despontam nas previsões os desafios de fornecer, às indústrias de gás e envolvente, uma variada lista de serviços e produtos, dentre eles os agrícolas, que podem alavancar os vários sectores da economia moçambicana. Fala-se também da indústria propriamente dita, do turismo da prestação de serviços e fornecimento de bens. Todas esta áreas enfrentam o desafio de melhor servir a uma indústria exigente. O que sugere que os altos padrões exigidos possam contaminar, positivamente, a economia do país.

 

Num mundo cada vez mais globalizado, o investimento estrangeiro, de preferência numa perspectiva ganhadora (win – win) para todos actores, é também crucial para dinamizar a economia moçambicana e global. Moçambique é um país que precisa de beber do know how de outros actores, experimentados e reputados. A fixação de um mínimo para o conteúdo local é uma amostra da intrínseca necessidade do investimento estrangeiro.

 

Ao lado desse optimismo, não deixa de ser interessante notar haver a necessidade de implementar reformas que possam permitir a capitalização da bonança. Os últimos indicadores do doing business são disso uma amostra.

As reformas nos diversos sectores são cruciais para que o investimento que se espevita encontre nelas óptimos carris para que de facto Moçambique possa bem viver a tão desejada bonança.

 

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