A Guerra na Ucrânia e os países de África

Passados mais de 3 meses sobre a invasão do território da Ucrânia, poucos falaram do impacto desta guerra nos países africanos especialmente subsaarianos.

Logo no início do conflito, o Ministro dos Recursos Minerais e de Energia da África do Sul, Gwede Mantashe, disse que a guerra na Ucrânia ameaça a economia dos países da África subsaariana, composta por outros 47 países, como Angola, Congo, Etiópia, Nigéria e Senegal.

E tinha razão pois o primeiro dos efeitos já sentidos pelos países é o aumento do preço do petróleo. A Rússia é uma das maiores potências de produção desse combustível fóssil no mundo.

A África Oriental também sentirá os efeitos económicos da guerra na Ucrânia. Segundo o professor de Filosofia Africana da Universidade Pedagógica de Maputo, José Castiano, uma das economias mais afetadas será a de Moçambique.

Penso que o efeito vai ser mais negativo do que positivo, porque nós importamos o petróleo de outros. Quando sobe o preço do petróleo, o preço de outros produtos dispara logo. Vai ter consequências gravíssimas para Moçambique”, destaca, em entrevista ao site DW.

Também atingido pela pandemia, o setor de turismo do Egito, que começou a se recuperar há poucos meses, prevê novas dificuldades com a guerra na Ucrânia, isso porque estima-se que turistas da Rússia e da Ucrânia compõem a maior parte de seus visitantes.

Outra preocupação do Egito é a importação de trigo. A Rússia e a Ucrânia são, juntas, responsáveis por 70% das importações de trigo para o Egito.

Estes são pequenos exemplos do que pode ser negativo para África, mas não será também que neste conflito os países de África podem ter a sua oportunidade?

Claro que sim, pense-se no gás natural de Moçambique, no Petróleo de Angola, nos recursos e terras férteis de todos os países de África para a produção agrícola. Então o que falta fazer? Estratégia global para colocar esses países na rota do canal de distribuição á escala mundial. É agora essa oportunidade! Não a podemos desperdiçar!

 

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